Tão pequeno e vulnerável, Jesus Cristo já nasceu como uma criança refugiada. Ele e toda a Sagrada Família passaram por situações nada fáceis e receberam portas e mais portas fechadas.

Diante deste fato e do clima que o Tempo do Advento emana, o Cardeal responsável pela Caritas Internacional, o filipino Luis Antonio Tagle, incentiva uma Campanha em defesa aos refugiados e imigrantes. “As campanhas acontecem durante o Advento, não só pela celebração, mas também para despertarmos para a realidade”, disse em mensagem.

O Cardeal também disse que esperar o nascimento de Jesus é como quando somos chamados a abrir os olhos e corações a possibilidade da esperança. Para ele, deve-se lembrar que Deus está conosco, no caminho e na vida e que todos são chamados a acompanhar ao próximo. “Jesus nasceu em um estábulo, na periferia de Belém, ‘Zona desfavorecida’. A Sagrada Família era uma família de migrantes e não houve boas-vindas para a Mãe grávida e o pai cansado. As portas e corações ficaram fechados para eles. Além disso, pouco depois do nascimento, Jesus se converteu em um refugiado. Temendo por sua vida, seus pais fugiram com ele para o Egito”, relembra.

O Cardeal reflete que o menino Jesus, tão pequeno e vulnerável nos chama a olhar aos pequenos nascidos em acampamentos, em fronteiras, marginalizados da sociedade. “Nos atrevemos a abrir as nossas portas? Nos atrevemos a abrir os nossos olhos e corações a esses meninos?”, questiona.

Tagle também relaciona que é através do menino Jesus, que Deus se aproxima de nós e nos chama a avançar em nossa própria viagem pessoal. “Quantas vezes decidimos que não há espaço na pousada e então fechamos as portas? Nos aproximamos, abrimos nossos braços e oferecemos a compartilhar a viagem com os imigrantes e os refugiados?”.

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Fonte: A12