Todas as manhãs nos deparamos com uma enxurrada de notícias nada animadoras, até certo ponto, sobre os rumos do nosso país. Parece que a cada pena que se puxa, aparece uma galinha.

São inúmeras acusações de corrupção e desmandos no Brasil, que estão sendo revelados pelas investigações do Ministério Público e da Polícia Federal.

A perplexidade por tais fatos, que estão se renovando, pode nos levar da indignação motivadora à uma postura passiva, omissa e desesperançosa. E essa pode ser a pior consequência destes tempos.

Somos todos chamados à Missão
Somos todos chamados à Missão. Foto: Shutterstock

Facilmente podemos desviar o foco, deixar de pensar no coletivo, no futuro do nosso país e centrar-nos em nossos mundos. E quando perdemos o sentido de comunidade, é cada um por si, e que vença o mais forte, o mais esperto, o que tem melhores relações e contatos.

Isso poderia acontecer? Não, já está acontecendo, e há muito tempo. A mania que temos de esperar que o outro faça o certo, que o outro tome a iniciativa, que o outro seja honesto, etc, fez com que formássemos uma sociedade irresponsável e inconsequente; que nos transfere responsabilidades ao outro. Temos uma dificuldade enorme de assumir as consequências dos nossos atos e omissões.

Desde a nossa concepção somos chamados a ter um papel relevante na vida, e não apenas de espectadores. Por isso a Missão Salvatoriana destaca neste mês a vocação, o chamado de Deus à cada um de nós, fundada no batismo de Jesus e alicerçada na nossa caminhada como cristãos católicos.

Ampliar nossa percepção sobre a missão que recebemos, seus princípios e valores, com certeza ajudará e muito a construir um país melhor para as futuras gerações. Não cruzemos os braços.

Pe. Ederaldo M. Oliveira, sds