Vocações Salvatorianas

A Vocação Salvatoriana

As pessoas procuram sempre o sentido de suas vidas, precisam de algo que explique e justifique a sua existência. Nós que fazemos a experiência de Jesus Cristo, sabemos que Jesus é a resposta absoluta de Deus a todas as necessidades, problemas e interrogações das pessoas.

É necessário que haja sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos comprometidos, porque há necessidade de anunciadores da pessoa de Jesus Cristo e da sua causa. Trata-se de uma necessidade no campo da fé, não no campo da cultura. É uma vocação que nasce no contato do homem com Jesus Cristo. Muitos homens e mulheres, depois de ter conhecido a Jesus, não puderam mais viver separados dele e lhe dedicaram a vida, quando perceberam que a sua vocação era seguí­-lo de forma absoluta e total.

O evangelho de Marcos diz que Jesus chamou algumas pessoas para que estivessem com ele e assumissem a missão da evangelização. Nessa vocação dos apóstolos convergem os chamados que Deus faz a homens e mulheres de todos os tempos, para que o sigam incondicionalmente e assumam sua própria missão de anunciar a boa notícia de salvação.

Os apóstolos assumiram o encargo que Jesus lhes confiou. Assim está descrito nos primeiros dez capítulos do livro dos Atos dos Apóstolos. Nesses capítulos se ressalta a qualidade de testemunhas que eles possuem. Viveram ao lado de Jesus, escutaram suas palavras, deram-se conta de sua missão, viram-no morrer e ressuscitar, receberam o seu Espírito e agora sentem a necessidade de comunicar aos outros a experiência salvífica que vivenciaram: “Vós sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da Terra”.

A Família Salvatoriana

Somos uma Família formada por padres, irmãos, irmãs e leigos, que procuram viver e realizar o grande sonho do Fundador Pe. Jordan, que é levar o conhecimento e a vivência da Boa Nova de Jesus Cristo a todos os povos.

A Família Salvatoriana no Brasil anuncia Jesus Cristo através do trabalho em paróquias, escolas, hospitais, creches, asilos, orfanatos, movimentos populares, grupos de reflexão e de famílias, comunidades inseridas nas periferias, saúde preventiva, pastoral da criança, formação de lideranças, projetos missionários como na Áfiica, Venezuela, Maranhão, Bahia, Tocantins e outros lugares.

Através de seu jeito de ser e agir, os Salvatorianos e Salvatorianas querem sempre mais tomar Jesus Cristo conhecido ­e amado, sendo o verdadeiro Caminho, Verdade e Vida. Os desafios são grandes, as realidades complexas, porém, maiores são os sonhos.

 

Testemunhas de Deus no mundo

A Família Salvatoriana têm a vocação das testemunhas no mundo. A testemunha tem duas qualidades que lhe são essenciais: a experiência e o anúncio. A testemunha anuncia a experiência que viveu. Fazer uma experiência é muito diferente de saber algo. Eu posso saber muitas coisas porque as pesquisei, estudei, refleti… porém, só posso ser testemunha delas se as experimentei. Testemunha não é aquele que sabe muito, mas aquele que teve uma experiência. A experiência não se discute. São João a expressa bem a respeito de Jesus Cristo.

“O que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida, o que vimos e ouvimos, vo-lo anunciamos” (1 Jo 1,1-3). Para poder ser testemunhas de Jesus Cristo deve-se fazer a experiência de Jesus.

Fundamentalmente a missão salvatoriana é uma só e a mesma, seja para religiosos e religiosas, seja para leigos. Todo salvatoriano se compromete a anunciar a todos, por todos os modos e meios que a caridade de Cristo inspira, o Salvador e sua mensagem salvífica.

Pe. Francisco Maria da Cruz Jordan, fundador da Sociedade do Divino Salvador, foi um homem de visão extraordinária, um verdadeiro profeta. Partindo da realidade de seu tempo, lutou por novos métodos, dentro de uma visão ampla, universal. Foi um homem avançado para o seu tempo. Empenhou-se de corpo e alma pelo aposto lado do leigo.

Testemunho de vida

A missão salvatoriana pode ser sintetizada no conceito do “testemunho de vida” ou do “sinal”. Antes de tudo, diz Pe. Jordan, o salvatoriano deve “proclamar a glória de Deus”, isto é, manifestar Deus através da própria vida como um todo, na maneira de ser e agir. Só pode levar Deus aos outros, quem é de fato, de Deus.

O elemento fundacional que engloba, de certa forma todos os demais, é pois, a vivência dos valores anunciados.

Anúncio de Jesus Cristo, Salvador

O testemunho de vida é essencial. Entretanto, ele não existe ou apenas é fuga, quando não se concretiza na ação. a segundo elemento da missão salvatoriana é pois, a ação na Igreja, que pode ser sintetizado no anúncio de Jesus Cristo, como Salvador do mundo. Só Jesus Cristo pode salvar ou libertar o homem do pecado e das conseqüências do pecado. Por isso, a missão salvatoriana consiste em anunciar Jesus Cristo, como Salvador.

Pe. Jordan fundamenta esse anúncio de Jesus Cristo,. entre outros, com trecho do Evangelho de São João: “A vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a aquele que enviaste, Jesus Cristo”. (Jo 17,3) Para aderir a Jesus Cristo, antes de tudo, é preciso conhecê-Lo. Só pode ser Igreja, quem conhece sua fé. E para isto é preciso ensinar, levar ao conhecimento, anunciar.

Juventude Salvatoriana
Juventude Salvatoriana

Apóstolos leigos

O conceito de anúncio de Jesus Cristo é amplo e exprime, praticamente, a missão de toda a Igreja. Entretanto, Pe. Jordan insiste num aspecto especial, ou seja, numa maneira salvatoriana de anunciar. Ele insiste que anunciemos Jesus Cristo, envolvendo o cristão no apostolado da Igreja. Todo cristão, pelo compromisso do Batismo, tem o dever sagrado de evangelizar, de ser apóstolo em seu meio ambiente. Assim, a missão salvatoriana de anunciar o Salvador, possui uma nota bem característica, bem própria: anunciar, envolvendo, engajando, formando líderes cristãos, apóstolos em todos os níveis, sacerdotes, religiosos e leigos. Para Pe. Jordan, se trata de “dar ênfase ao apostolado do leigo”, de “envolver sempre mais gente nessa correnteza”.

Universalidade

Já vimos acima que Pe. Jordan foi um homem extraordinário, um homem de mente aberta. Queria que a missão salvatoriana fosse ampla, universal, e isto numa tríplice dimensão: geográfica (lugares), étnica (pessoas) e instrumental (meios).

Pela universalidade geográfica, o salvatoriano não se liga apenas a um pais, a um continente, nem mesmo a uma determinada diocese. Ele deve estar disposto a servir a Igreja em qualquer parte do mundo.

Pela universalidade étnica, o salvatoriano procura anunciar Jesus Cristo a todos, sem distinção de raça, cor ou condição social; procura envolver a todos, sem qualquer distinção ou discriminação.

Pela universalidade instrumental, o salvatoriano não se liga com exclusividade a qualquer tipo de obra ou atividade apostólica. Todos os meios ou atividades apostólicas são válidas, desde que se prestem ao anúncio de Jesus Cristo e levem os cristãos a assumirem sua fé, como apóstolos. É por isso que os salvatorianos se dedicam a atividades apostólicas tão variadas, tais como: paróquias, educação escolar, orfanatos, , educação de base, promoção humana, catequese, etc.

Síntese da missão

Pe. Jordan resumiu assim nossa Missão Salvatoriana: anunciar Jesus Cristo com o exemplo (testemunho de vida), palavras e escritos (formas de anunciar) e de todos os modos e meios que a caridade de Cristo inspira (escolhendo as atividades apostólicas de acordo com as necessidades do tempo e lugar).

Eis a missão salvatoriana! Ela prevê o engajamento e o envolvimento de todos: do sacerdote, do religioso, da religiosa, do leigo. Todos devem ser apóstolos, todos devem participar ativamente da missão da Igreja de anunciar Jesus Cristo.

Falando de nossa missão na Igreja, eis um apelo veemente do Fundador, que se tomou Regra do Apostolado para todos os salvatorianos, através dos tempos.

PostalApelo de Jordan

Caríssimos:

Ensinai. todos os povos, especialmente os pequeninos, a que conheçam o Deus verdadeiro e aaquele que ele enviou, Jesus Cristo.

Conjuro-vos diante de Deus e I de Jesus Cristo que há de vir julgar os vivos e os mortos, I pela sua aparição e pelo seu Reino: proclamai a palavra de Deus,

Insisti no tempo oportuno e inoportuno, repreendei, suplicai, exortai com toda paciência e doutrina.

Ide ensinar com destemor, ao povo, toda palavra de vida eterna.

Anunciai e escrevei a todos, sem cessar, a doutrina celeste.

Esta é a vontade de Deus, caríssimos, que todos conheçam as verdades eternas. Suplico-vos que não vos esquiveis de anunciar todo desígnio de Deus, para que possais dizer com São Paulo: estou puro do sangue de todos.

Não deixeis, dia e noite, de exortar a cada um, até mesmo com lágrimas. Não retenhais nada do que é útil, para anunciardes e ensinardes a todos, publicamente e de casa em casa, a doutrina de Deus.

 Regra de 1884

Tenham co

A Vocação Salvatoriana está fundamentada em quatro passagens bíblicas:

. João 17,3 – Tomar Jesus conhecido e amado

. Daniel 12, 3 – Ensinar a muitos – Formação de Lideranças

. Mateus 28, 19-20 – Envolver outros -Leigos

. Marcos 16, 15 – Universalidade – povos, línguas e meios

O Pensamento de Jordan:

“Enquanto ainda houver sobre a terra um único ser humano que não conhece a Deus e não o ama sobre todas as coisas, não poderás sossegar por um instante sequer”